Gravação original de "Treme-treme", por Jacob

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Segundo a professora Beth Ernest Dias, em seu excelente livro "Sábado à tarde", Jacob esteve em Brasília em 3 oportunidades: a primeira, meses após o primeiro enfarto, em 1967. A segunda vez, em janeiro de 1968 e a terceira, em julho de 1969, dias antes de seu falecimento. Lá realizou históricas rodas de choro e a sua última gravação em estúdio no disco do amigo Avena de Castro.
Na foto, da esquerda pra direita: Ricardo Wagner, Giovani Pasche, Dino 7 Cordas, Jacob, Adylia Freitas, Jonas Silva, Adolmar Pinheiro, César Faria e Francisco de Assis, o "Six".

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CRONOLOGIA DE JACOB

Em 14 de fevereiro de 1918 nasce Jacob Pick Bittencourt, filho único do capixaba Francisco Gomes Bittencourt e da polonesa Raquel Pick, no sobrado da Rua Joaquim Silva, 97 na Lapa, na cidade do Rio de Janeiro.

Em 1920, aos 12 anos, por não ter se adaptado ao arco de um violino que ganhou da mãe, trocou-o por um bandolim napolitano, na loja Guitarra de Prata.

Em 27 de maio de 1934, Jacob venceu o concurso do "programa dos Novos", na Rádio Guanabara, organizado pelo jornal O Radical. Neste concurso Jacob tocou ao lado de outros 28 concorrentes, tendo recebido a nota máxima e sendo contratado pela rádio.
Na foto, o grupo Jacob e Sua Gente (1935).

Em 1935, Jacob inova e passa a tocar em um bandolim com formato de guitarra portuguesa reduzida. O bandolim foi feito pelo luthier Vicente, que trabalhava na loja "O Bandolim de Ouro". Este formato tornou-se o formato do bandolim brasileiro até os dias de hoje.

Em 1938, Araci de Almeida grava o samba "Si alguém sofreu", com letra e música de Jacob, marcando sua estreia como compositor.

A foto abaixo foi tirada no dia 19 de fevereiro de 1968, noite histórica no Teatro João Caetano, num show que reuniu Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Época de Ouro e Zimbo Trio, em prol do selo Museu da Imagem e do Som, com direção de Hermínio Bello de Carvalho.

Em 1940, aos 22 anos, Jacob conhece e se casa com Adylia Freitas, uma jovem de classe média residente em Jacarepaguá. Nesta época Jacob interrompeu momentaneamente sua carreira em rádios, embora nunca tenha se afastado do bandolim.

Em 14 de fevereiro de 2002, sob presidência de Elena Bittencourt, filha de Jacob, foi criado o Instituto Jacob do Bandolim, com a finalidade de preservar, digitalizar e disponibilizar a obra de Jacob e do choro.

Em 1947, Jacob grava "Treme-treme" "Glória" em seu primeiro disco 78 rpm, como solista. O disco saiu pela gravadora Continental e Jacob foi acompanhado por César e Seu Conjunto, com César Farias, Fernando Ribeiro, Pinguim e Luna.

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Em 1954, Jacob recebe o Troféu Guarani como melhor solista do ano, em uma cerimônia realizada no Teatro Paramount em São Paulo.
Deste episódio foi descoberto o primeiro vídeo de Jacob tocando seu bandolim. A descoberta foi feita pelo bandolinista e pesquisador Jorge Cardoso em 2016.

Sergio e Elena Bittencourt, filhos de Jacob e Adylia

Em 1959 Jacob recebe em sua casa uma delegação de chorões pernambucanos. O organizador da viagem foi João Dias, amigo de Jacob que residia em Recife e era casado com a violonista Ceça.
A viagem num jipe Willis, levou uma semana em estradas de terra e quando chegaram em Jacarepaguá, Jacob os recebeu com fogos de artifício e bandeirolas na rua. 
​Na foto, os violonistas Canhoto da Paraíba, Zé do Carmo, Dona Ceça, o jovem pianista Antonio Carlos Barbosa, Jacob e o bandolinista Rossini Ferreira.

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Jacob, Carlinhos, Gilberto (no fundo de frente), Dino (de costas) e Jonas à direita da foto

Na década de 60, aos sábados na sua casa em Jacarepaguá, com varanda, gramado, árvores frondosas, sala de música, viveiro de pássaros e seu imenso arquivo, Jacob recebia uma seleção de músicos e a nata da intelectualidade para deliciosos saraus. Alguns destes saraus tinham inclusive roteiro...

Em junho de 1967, Jacob do Bandolim já maduro, aos 49 anos, gravou o LP Vibrações. Este álbum é considerado por estudiosos como o melhor disco de choro de todos os tempos.
Jacob ficou tão empolgado com a sonoridade do LP que fez questão de anotar os registros de equalização de seu bandolim e dos integrantes do Época de Ouro. Essa anotação ficava fixadana tampa interna do estojo do seu bandolim!

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Em 19 de março de 1967 foi concedida a Jacob, pelo Club do Jazz e Bossa, a Comenda da Ordem da Bossa. Ao chegar ao Teatro Casa Grande, na zona sul do Rio de Janeiro, para receber a medalha, Jacob se espantou ao ver um público de jovens bem diferente daquele que estava acostumado a ter em seus saraus em Jacarepaguá. Chegou a pensar em não se apresentar! Convencido por amigos, mudou de ideia e fez uma apresentação antológica, mas tomado pela emoção dos aplausos após interpretar Lamento (Pixinguinha), enquanto iniciava os primeiros acordes de Murmurando (Mário Rossi e Fon-fon), ​Jacob sofreu seu primeiro enfarte e foi direto para o hospital...

Em 13 de agosto de 1969, após retornar de uma visita à casa de Pixinguinha, Jacob sofreu um infarto ainda no carro e faleceu na varanda de sua casa.
Jacob, após o primeiro enfarto, tinha a recomendação médica para não dirigir, como mostra a matéria do jornal A Notícia em 14 de agosto de 1969.

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Rótulo original do 78 rpm, com o samba de Jacob

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Adylia e Jacob no dia de seu casamento

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Jacob fala sobre seu enfarto
no Clube do Jazz e Bossa

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Sérgio, Adylia, Jacob e Elena

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Chega de Saudades (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)
​por Jacob do Bandolim e ZImbo Trio 

Gravação ao vivo no show do Teatro João Caetano em 1968
1º apresentação + BIS

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Gravação original de "Si alguém sofreu",
​por Aracy de Almeida

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Último programa gravado por Jacob
​na véspera de seu falecimento